No próximo dia 2 de setembro será iniciado o III Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia da Madeira - III CBCTEM. No Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, centenas de pesquisadores terão a oportunidade de trocar experiências a respeito de seus progressos no estudo da madeira, principalmente aqueles concluídos no último biênio.

 A madeira, tanto de florestas nativas como de florestas plantadas é um importante material, presente no cotidiano das pessoas, como utilitário para as mais diversas demandas. O Brasil, país com vasta extensão florestal, ainda não utiliza bem o potencial desse valioso recurso, que apresenta propriedades de resistência mecânica e de processamento incomparáveis, além de se relacionar muito bem com o meio ambiente, produzindo resíduos biodegradáveis e demandando baixa intensidade de energia para ser trabalhado, por exemplo. Entretanto, muitas dúvidas persistem a respeito de sua caracterização e formas de melhor aproveitá-lo, principalmente se considerarmos a enorme biodiversidade encontrada nas florestas nativas brasileiras.

É sobre esse foco que, de acordo com a Prof. Polliana Rios, Coordenadora Geral do III CBCTEM, se debruçam cerca de 500 graduandos, pós-graduandos e profissionais, pesquisadores e pesquisadoras, de todas as regiões do país, já inscritos no congresso. Segundo ela, serão 456 trabalhos de pesquisas, a serem apresentados como pôsteres ou na forma oral, agrupados em quatro principais eixos temáticos: qualidade da madeira, industrialização e produtos da madeira; construções em madeira e tópicos especiais. Várias palestras e sessões técnicas também serão apresentadas, produzindo um painel diversificado sobre o universo científico da madeira no Brasil.

Para Polliana Rios, o fato de organizar um evento dessa natureza e magnitude também reflete em experiência e ganho acadêmico para a Comissão de Apoio Técnico do Congresso. "Tudo está preparado, agora é a contagem regressiva", diz ela.